segunda-feira, 18 de maio de 2020

ORIGEM E EVOLUÇÃO DO LATIM


   O latim deriva de línguas arcaicas faladas na região do Lácio antes da fundação da cidade de Roma, principalmente o osco, o umbro e o etrusco, consolidando-se gramaticalmente a partir do século III a.C. Do local de origem (Lácio = Latium, no idioma deles) provém o nome LATIM.

No apogeu do império romano, sofreu muita influência do idioma grego, predominante então na região do mediterrâneo. Teve seu período clássico entre os anos 81 a.C e 17 d.C., época dos principais escritores latinos: Cícero, César, Vergílio, Horário, Ovídio, Tito Lívio, dentre outros.
   As guerras de conquistas do exército romano levaram o latim popular, falado pelos soldados romanos, para outras regiões da Europa, onde interagindo com idiomas locais, deu origem às atuais línguas neolatinas.
   Como acontece em todo idioma, havia a língua gramaticalmente correta dos literatos e a língua popular, falada pelo povo de pouca instrução e sem preocupação com a correção gramatical. Foi esta última que se espalhou pela Europa e, no caldeirão dos dialetos regionais, comandou a formação das línguas neolatinas, inclusive o português.
   O português foi o resultado da mistura do latim com o galego, principal lingua falada na região do Condado Portucalense, que hoje corresponde a Portugal. Foi uma das línguas derivadas do latim que mais demorou a se formar, sendo provavelmente este o motivo de ser o português tão dessemelhante ao latim, diferentemente das outras línguas neolatinas, que mais se aproximam da origem, sobretudo o romeno.

   O latim é uma língua embasada fundamentalmente na sintaxe, ou seja, na função relativa que as palavras ocupam nas frases. Em razão disso, a maioria das palavras latinas são compostas de uma parte fixa (radical) e uma parte variável (terminação ou desinência), excetuados os advérbios, preposições e conjunções. A terminação ou desinência varia de acordo com a função sintática da palavra. Por isso, diz-se que o latim é declinável.
Todas as palavras variáveis (excetuados os verbos) são classificadas em cinco declinações, cada uma com seis casos. Os verbos classificam-se em quatro conjugações. Os 'casos' indicam a função sintática da palavra e a 'declinação' indica o agrupamento de palavras em torno de um tema que caracteriza a sua formação morfológica. Cada declinação tem suas desinências próprias tanto no singular quanto no plural.

Os seis casos são os seguintes:
a) nominativo – quando a palavra é sujeito ou predicado deste;
b) genitivo – é o adjunto ou complemento restritivo, em geral, regido pela preposição 'de';
c) dativo – quando a palavra é objeto indireto de um verbo;
d) acusativo – quando a palavra é objeto direto de um verbo;
e) vocativo – é um chamamento ou interpelação;
f) ablativo – é um adjunto adverbial indicando tempo, lugar, modo, causa, instrumento, quase sempre regido pelas preposições 'em', 'com', 'por'.

As declinações são identificadas pela desinência do genitivo singular, desta forma:
a) genitivo singular em 'ae' (æ) – 1a. Declinação;
b) genitivo singular em 'i' – 2a. Declinação;
c) genitivo singular em 'is' – 3a. Declinação;
d) genitivo singular em 'us' – 4a. Declinação;
e) genitivo singular em 'ei' – 5a. Declinação.
Por exemplo: no dicionário, você encontra a palavra 'águia' assim 'aquila, ae', indicando que pertence à primeira declinação. A palavra 'bom' está escrita 'bonus, i', indicando que é da segunda declinação. A palavra 'trabalho' está assim 'labor, is', indicando que é da terceira declinação. E assim por diante.

Outras observações importantes:
a) em latim, não há artigos definidos ou indefinidos, contudo na hora da tradução deve-se adotar o correspondente em português, conforme o sentido;
b) além dos verbos, também alguns adjetivos e todas as preposições têm regência sobre as palavras que os acompanham, interferindo assim na sua desinência.








Fonte:
https://www.recantodasletras.com.br/gramatica/5092116

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